Você já pensou em dolarizar sua operação, mas ficou travado por dúvidas sobre como fazer isso do jeito certo?
Talvez você já tenha se perguntado:
- Quais estratégias realmente funcionam para ter uma empresa nos Estados Unidos?
- Onde posso utilizar o lucro dessa empresa para aumentar meu patrimônio?
- Como adquirir ativos que possam ser utilizados como despesas contábeis na operação?
Vou ser direto. Existe muito mito, muita venda de sonho e muita estrutura mal feita que acaba virando problema fiscal e patrimonial.
Neste conteúdo, vou separar:
- O que realmente funciona;
- Onde a maioria erra;
- Quais são as estratégias maduras, defensáveis e alinhadas com a legislação.
1. Antes de tudo: ajuste de expectativa (o ponto cego mais comum)
Ter uma empresa nos EUA não é, por si só, uma estratégia de redução tributária.
Se você é residente fiscal no Brasil, o Brasil tributa a sua renda mundial.
Isso significa que:
- O lucro de uma empresa nos EUA é tributável no Brasil;
- Distribuir ou não o lucro não muda isso (lucro auferido);
- Estruturas “offshore” mal feitas não blindam patrimônio.
Quem vende “empresa nos EUA para pagar menos imposto” sem explicar isso:
- ou é incompetente;
- ou está empurrando um risco tributário grave.
Agora, vamos ao que funciona de verdade.
2. A lógica correta da estrutura
A pergunta errada é:
“Como pagar menos imposto?”
A pergunta certa é:
“Como transformar lucro operacional em crescimento patrimonial eficiente e defensável?”
3. Estrutura-base sólida (não negociável)
3.1 Tipo de empresa
Para brasileiros, normalmente faz sentido:
- LLC nos EUA;
- Tributação transparente (pass-through);
- Possibilidade de tratamento fiscal como:
- Pessoa física (padrão);
- Corporação (por eleição fiscal).
Erro comum: abrir uma C-Corp sem entender a bitributação (empresa + dividendos).
3.2 Onde a empresa gera valor (substância)
O fisco, tanto dos EUA quanto do Brasil, observa:
- Onde está a gestão;
- Onde ocorrem as tomadas de decisão;
- Onde está o risco econômico.
Se tudo acontece no Brasil, a empresa é brasileira na essência — mesmo sendo americana no papel.
Substância vale mais que CNPJ.
4. Como usar o lucro para aumentar patrimônio (estratégias reais)
Estratégia 1: Reinvestimento operacional dedutível
É a estratégia que gera menos dor de cabeça.
Funciona quando:
- A empresa realmente opera;
- As despesas têm nexo com a atividade.
Exemplos defensáveis:
- Softwares;
- Ferramentas de marketing;
- Equipamentos;
- Viagens de negócios (bem documentadas);
- Treinamentos técnicos;
- Consultorias.
Não é mágica. É eficiência operacional com contabilidade bem feita.
Estratégia 2: Aquisição de ativos pela empresa (com critério)
Aqui muita gente erra feio.
O que funciona:
- Ativos produtivos;
- Equipamentos;
- Máquinas;
- Infraestrutura.
Com isso, você utiliza:
- Depreciação;
- Amortização;
Reduzindo o lucro tributável e mantendo patrimônio dentro da empresa.
O que não funciona (e gera autuação):
- Comprar carro para uso pessoal;
- Imóvel sem vínculo com a operação;
- Ativos de luxo sem justificativa econômica.
O IRS desconsidera despesas sem propósito comercial claro.
Estratégia 3: Holding patrimonial separada (avançada, mas poderosa)
Estrutura madura:
- Empresa operacional;
- Empresa patrimonial (holding).
Fluxo típico:
- A empresa operacional gera lucro;
- O lucro é transferido via:
- Aluguel;
- Royalties;
- Serviços reais;
- A holding acumula ativos.
Exemplos de ativos:
- Imóveis;
- Participações societárias;
- Propriedade intelectual;
- Investimentos financeiros.
Funciona, mas exige:
- Contratos reais;
- Preços de mercado (transfer pricing);
- Escrituração impecável.
Estratégia 4: Propriedade intelectual (poucos fazem corretamente)
Se você trabalha com:
- Software;
- Cursos;
- Métodos;
- Marca forte.
É possível:
- Ter a IP em uma entidade separada;
- Licenciar essa IP para a operação.
Resultado:
- Redução do lucro operacional;
- Construção de ativo patrimonial.
Erro comum:
- IP de fachada;
- Sem valuation;
- Sem contratos formais.
Isso é convite para fiscalização.
5. Onde a maioria quebra a cara
Vou ser honesto:
- ❌ Empresa nos EUA sem contabilidade local;
- ❌ Misturar conta pessoal com empresarial;
- ❌ “Despesas criativas”;
- ❌ Falta de declaração no Brasil;
- ❌ Ignorar regras de CFC (Controlled Foreign Company);
- ❌ Ter contabilidade apenas em um país;
- ❌ Estrutura sem propósito econômico.
Isso não é planejamento. É só adiamento de problema.
6. O que quase ninguém fala (a oportunidade real)
O maior ganho não é tributário. É patrimonial e estratégico.
Uma empresa nos EUA bem estruturada permite:
- Acesso a crédito internacional;
- Investimentos em dólar;
- Proteção jurídica;
- Escalabilidade;
- Valuation maior;
- Possibilidade de exit no futuro.
O imposto é consequência, não o objetivo.
7. Provocação final
Se você quer:
- “Pagar menos imposto” → você vai errar.
- “Criar patrimônio sólido, defensável e escalável” → aí faz sentido.
A pergunta final é simples:
Qual é o negócio real que essa empresa nos EUA vai operar?
Sem isso, qualquer estrutura é frágil.
Fale com a Logic Assessoria Empresarial
A Logic Assessoria atua nas duas pontas Brasil e Estados Unidos com profundo conhecimento tributário em ambas as legislações.
Entregamos segurança, estratégia e tranquilidade para sua operação crescer de forma estruturada e sustentável.